28.4.04

"Agenda cheia"

São tantos os compromissos que eu faço comigo, que às vezes fico com a agenda e o orçamento completamente apertados. Algumas coisas mais simples, outros compromissos mais sérios, de modo que a vida acontece de acordo com certas obrigações e desejos pessoais.

Por exemplo, nos próximos dias e meses eu pretendo fazer uns acontecimentos do tipo:

colocar um som no carro/ entrar na natação/ tirar carteira de motociclista/ pintar o apartamento/ comprar uma cama de casal/ tentar montar o quebra-cabeça de novo/ inscrever-me e estudar para aquele concurso/ voltar a estudar/ devolver o livro do Thiago/ ler e devolver os livros da Marta e da Tia Nanci/ pegar meu livro de volta com o Elcio (depois de descobrir por onde ele anda)/ devolver o CD da Liginha/ comprar camisas brancas e uma calça social/ copiar e devolver os MP3 da Patrícia/ limpar o meu HD (e por que não o armário também?)/ comer a pizza do Cardoso que eu havia combinado com a Marina/ adquirir uma mesa para o micro/ passar um final de semana no rock com a galera do núcleo JF/ colocar o meu e-mail em dia

Bem, bastante coisa, mas agora está na hora da novela. Deixa pra depois.




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19.4.04

CRUZEIRO, CAMPEÃO MINEIRO 2004!!!



Mais uma página heróica




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17.4.04

O direito de ficar calado

Local: um bar qualquer em Belo Horizonte, região da Savassi, sexta-feira à noite.
Cena: mesa cheia de pessoas, ligeiramente interrompida por um sujeito que se levanta da mesa vizinha, visivelmente bêbado e inconveniente.
Diálogo: - Alguém aqui está sem namorado?
- Não. Eu namoro com ele, ele namora com ela, e eles namoram. - todos se casaram na hora para o papo não render.
- E eles dois namoram, certo? - apontando para os dois homens que restaram na mesa.
- Isso mesmo.
- E vocês acham isso normal?
- Claro, você não acha?
- Não tem condições de achar isso normal.
- Por que você se levanta de outra mesa para dizer isso com a gente?
- Vocês são mineirinhos como eu, lombinho com torresmo.
- (?)




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13.4.04

O prazer de derreter

Nunca fui fã de banhos quentes. Com a finalidade de se lavar proprimente dita, não. Só é mais fácil para dissolver o sabonete e o xampu. De resto, queima a cara, deixa suado e cansado. O propósito renovador de banho não foi cumprido.
Por outro lado, entra o prazer de derreter: fica-se debaixo do chuveiro quente como uma espécie de desafio, o máximo tempo possível. Nem se lavando, nem ensaboando necessariamente, apenas deixando a água quente cair, tentando pensar na vida. Lembro-me de um episódio dos Simpsons em que, durante o catecismo, o garoto pergunta ao pastor se o inferno é algo parecido com uma banheira quente: primeiro se queima um pouquinho, mas depois se acostuma com a água quente e fica bom!
Vá saber sobre o inferno, mas o melhor é sair derretido do chuveiro direto para a cama, esperando a solidificação sob sono profundo.




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10.4.04
4º PRIMEIRO CAMPEONATO MINEIRO DE SURF

Primeira definição de surf music que eu consegui imaginar: um tipo diferente de rock, desconhecido/ levado pouco a sério.
(algo tipo as músicas de beach boys, astroman e pulp fiction).
Quem propuser melhor definição, favor manifestar-se.




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9.4.04

Sensação horrível: vontade de espirrar enquanto se está comendo. Dois caminhos: aliviar-se projetando alimentos em fase de mastigação para todos os lados, ou segurar o espirro que insistirá em voltar algumas vezes enquanto se engole a comida de qualquer maneira.
Nada aponta para uma solução feliz.




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6.4.04

Acabei de assistir Ken Park no cinema. Sobre o filme, três breves considerações:

- A mistura de cenas de adolescentes transando e se masturbando com personagens decadentes, assim como tantos clichês, não basta para sustentar o filme.

- A cena da dentadura é ótima. Dei boas gargalhadas com ela.

- Grande destaque para a atuação de Luna, que fez o papel do cão Pernas.

PS>>> Se você tiver estômago fraco, após a sessão não peça o Expresso Chique do cardápio do Usina (único lugar de BH onde o filme está sendo exibido), sob o risco de não conseguir tomá-lo.




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Recebi essa de um e-mail com o título "Seja corajoso". Não resisti à tentação de colocar aqui.






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5.4.04
Vamos às compras!

Sempre tive rejeição a supermercado. Principalmente porque vivo de rotina como a maioria das pessoas, ou seja, tenho que fazer compras no mesmo horário em que todo mundo. Com um pouco de sorte, consegui hoje ir mais cedo e evitar a fila do caixa. A sensação é terrível: escolher produtos, principalmente alimentos, pela embalagem. Até mesmo certas frutas e verduras já vêm enlatadas, empacotadas ou plastificadas. E, depois de tudo, passar pelo caixa, esse sim um grande guardião do sigilo da vida privada, assim como os porteiros de condomínio (depois dedicarei alguns posts aos condomínios). Se um caixa de supermercado souber aproveitar os anos de sua profissão, poderá ter um futuro brilhante como consultor pessoal. Alguns minutos trabalhando e saberá o xampu, sabonete e desodorante daquela perua que não cheira bem e acha que está abafando. Pronto: não os recomende a ninguém. Também saberá as frutas e os alimentos daquela senhorita que tem a pele maravilhosa e por que não acrescentá-los à dieta de seus clientes?
Se essa vida de supermercado não é das melhores, pelo menos tiremos algum proveito.




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4.4.04
Show do Zeca Pagodinho no Marista Hall. A princípio achei que não combinava de jeito nenhum. Era como ir comer um churrasco num restaurante vegetariano. O Zeca sempre tocou em bailões da periferia de BH, assim como seus contemporâneos fazem até hoje, a saber Fundo de Quintal, Alcione, Almir Guineto, entre outros.
Depois de me despir dos preconceitos em relação aos burgueses que passaram a curtir Zeca Pagodinho depois que ele apareceu na MTV e na capa da Bravo!, e corajosamente desprender cinqüenta reais para adentrar o recinto, deparei-me com uma platéia afinadíssima e cheia de gente bonita. O sambista fez a sua parte muito bem, inclusive lembrando muitos dos sucessos antigos na hora do bis. A apresentação poderia ter sido maior, já que durou pouco mais de uma hora. Quem não foi perdeu a oportunidade de saber por que um pagodeiro de origem simples e apelo popular agrada a classes e idades tão distintas quanto possível.




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2.4.04

Foto de capa do JB de hoje: dois transeuntes espancando um trombadinha que dançou no roubo. A legenda dizia que se a guarda municipal do Rio não tivesse chegado, o linchamento teria ocorrido. Quantas vezes não tive esse acesso de ódio, vontade de chutar enquanto xingo esses malandros que andam impunemente cerceando nossos direitos humanos e nossa famosa e constitucional liberdade de ir e vir. Sim, um sentimento cruel que invade o âmago tão abatido por anos de medo e impotência. Acontece comigo e com muitas pessoas comuns que perdem sua sensibilidade ao morar na cidade grande. Países com constituições obscuras como China, Irã e Estados Unidos dão ao cidadão o direito ao ódio. Funcionários públicos são pagos com a função de carrascos para matar outras pessoas e assim promover um tipo de justiça um tanto quanto estranha.




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não linear