13.7.04

E viva as mulheres roqueiras!



Para não deixar o dia internacional do rock passar em branco, marco presença para lembrar das ótimas bandas com mulheres integrantes. Não precisa ser vocalista ou líder, só de fazer parte da banda de alguma forma, elas já demonstram resistência e poder. Pode-se tomar de exemplo Superchunk e Autoramas que têm baixistas do sexo feminino.

Não só as roqueiras de banda, mas muitas cantoras maravilhosas em carreira solo arrasam e mostram que musicalmente a mulher não está condenada a ser uma diva brega, chorona e cheia de dor de cotovelo.



A todas vocês, obrigado por lembrar a todos que o mundo ainda é rock'n'roll!




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7.7.04

Letreiros e lembranças

Das sensações mais legais que tive nas minhas viagens ao Rio, principalmente no centro da cidade, era ver os destinos das centenas de ônibus que por lá circulam. Aquela profusão de nomes tão peculiares dava a lembrança de bairros clássicos, alguns imortalizados em músicas e sambas. Outros mais obscuros, mas igualmente interessantes. A lista é imensa, mas vou arriscar enumerá-los:

Copacabana
Méier
Central (a maioria deles)
Silvestre
Vila Isabel (esse era vermelhinho, lembra os coletivos de BH)
Cascadura (é claro que lá a pronúnica é caxxcadura)
Urca
Urca x Leblon (esse é o melhor)
Praça XV
B. da Tijuca
C. Velho (alguns Cosme Velho também)
Leblon
Usina
Saens Peña
Estácio
Engenho de Dentro


Vale lembrar que, até recentemente, embarcava-se pela porta traseira, exceção entre a maioria das capitais. Desta forma, ainda se conta com uma plaquinha lateral reproduzindo o letreiro frontal acompanhado do prefixo de três dígitos das linhas. Dá-lhe outra placa sob o vidro traseiro transparente com o mesmo número, em vez de propagandas que transformam os ônibus em out-doors. À frente, à direita do veículo, um itinerário resumido, com outros dizeres típicos cariocas:

Via Rio Sul
Via Praça XV
Presidente Vargas
Rio Branco
Praça Onze
Maracanã
UERJ
Rodoviária
Central

... e por aí vai.

O transporte coletivo pode não ser o sonho de consumo ou turismo em uma cidade, mas diz muito sobre o jeito urbano de ser das pessoas.




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6.7.04

Pequenos prazeres

Não é tradicional, mas é muito bom: em frente à loja do Gato Preto, no Mercado Central, e em outro lugar mais adentro, vendem das melhores empadas da cidade. A de frango com catupiry é a unanimidade, mas todas as outras são muito boas também, a saber: bacalhau, frango e queijo.

Gosto cada um tem o seu, mas é fato que o recheio com catupiry ganha disparado (ainda mais porque vem sem azeitona) e, por causa disso, nem sempre é encontrado. Hoje tive a oportunidade raríssima de encontrar a tal empada chegando quentinha à loja, ainda na forma. O mais impressionante foi a horda de pessoas seguindo o cara do tabuleiro. No mínimo, uma meia dúzia de fregueses tal como rato atrás do queijo. Logo que chegaram, trataram de aprontar o tumulto típico. Garanti uma (quase queimei a língua, cuidado!) e ainda trouxe mais duas para comer em casa. Sem dúvida, o bom de viver na cidade é conhecer o que há de melhor, por mais simples que possa parecer.




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5.7.04

Vidinha mais ou menos

Nunca fui bom em nenhum esporte.
Nem em música ou qualquer uma das artes.
Tampouco fui o melhor aluno, aquele de notas brilhantes.
Não sei dançar forró, jogar sinuca ou baralho.
Estive longe de ser o menino mais bonitinho, pelo qual todas as garotas babavam.
Não tenho a menor habilidade para desenhar, escrever ou qualquer outra coisa autoral.
Até no vídeo game eu me saía mal.

Ainda bem.




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3.7.04

A casa do Pato Fu

Certa vez, em exercício de aula de roteiro na faculdade, houve o desafio de se fazerem vídeos de um minuto sobre a cidade de Belo Horizonte. Talvez um dos primeiros momentos em que víamos como era difícil sintetizar idéias.
A partir daí a discussão seguiu por lugares e não lugares que envolviam as pessoas e suas aptidões. E é de um desses não lugares que eu gostaria de me despedir sem nunca ter conhecido.

Na rua Timbiras, entre Santa Catarina e Bias Fortes havia um restaurante chinês chamado Mandarim. O estabelecimento permeia minhas mais vagas recordações de BH, lá pelos idos dos anos 80. Da rua, avistava-se todo o recinto, protegido apenas por uma porta de vidro do tipo bem transparente.
Nunca vi um freguês sequer sentado em alguma mesa, pelo menos à noite, que era o horário quando andava pela região. A decoração não falhava com aqueles sinistros lustres chineses e suas meias-luzes. Sempre com mesma plaquetinha vermelha escrito "ABERTO" pendurada na maçaneta, acompanhada pelo adesivo Pato Fu com aquela bola roxa. O adesivo se devia à preferência da vocalista da banda, que tinha no restaurante seu lugar preferido para comer na cidade. Quando entrevistada, sempre dava referência do lugar. Cheguei até mesmo a suspeitar que o lugar fosse um comércio de fachada para reunir mafiosos de Chinatown que lavam grana no Brasil. Agora o mistério foi ao túmulo junto com o Mandarim. Fernanda Takai eu nunca vi por lá. Apenas um ou dois chinas que viam televisão a noite inteira e agora devem estar por aí vendendo quinquilharias e chaveiros de laser pelos botecos de rua.




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1.7.04

Venha se surpreender

Eu sempre falava que o mundo não é mais o mesmo, que grandes tradições não são respeitadas e tudo mais. Acontece que a mudança é a ordem natural das coisas. Principalmente quando tudo indica uma evolução. O susto maior de muitos foi ver o Santo André campeão da Copa do Brasil.
Não me surpreendi por motivos básicos: times grandes e tradicionais como Flamengo e Atlético Mineiro não têm mais vez nas principais competições há muitos anos. O Corínthians agora começa a acompanhar essa tendência.
Sim, existe um passado, as glórias e a torcida, que, aos poucos, vai se renovando. No entanto, o futebol está cada vez mais profissional e dinâmico. Figuras de cartolas como Ricardo Teixeira e Eurico Miranda são múmias do tempo em que tudo se resolvia com politicagem e amizades influentes.
Hoje, os salários astronômicos transformam semi-analfabetos em estrelas, levam nossos craques para o exterior e soterram o futebol dos ditos grandes clubes.
Para os flamenguistas resta a missa de sétimo dia no próximo dia 06, terça-feira.




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não linear