30.8.04

Começar (tudo!) de novo

Cada dia que passa eu tenho menos paciência em relação às novelas e toda a sua influência em relação ao comportamento das pessoas.
Há algum tempo eu não as vejo. Fiquei anos sem ligar a televisão no tal horário, e quando me dediquei a assistir a uma dessas obras-primas da produção televisiva, só passei raiva.
O que mais me deixa puto é a exclusão que os que não assistem a novela sofrem. Se acontece algo engraçado, lembra o que fulana falou ontem. Como não sei, pergunto: "quem é fulana?" e ganho como resposta um "ah, você não sabe porque não vê novela." Isso me coloca na mesma categoria dos alienados, desinformados ou simplesmente por fora.
Outras pessoas de minha convivência conseguem ser piores que as noveleiras: assistem sempre, mas fingem que não estão nem aí. É tipo aquele cara que fuma escondido da família... na primeira oportunidade ataca com uma fofoca discreta sobre a novela. Lembra os tragos que o tal fumante dá, quando diz que vai ao banheiro.

Hoje estreou a nova novela das sete. O nome? "Começar de novo". Esse deveria ser o título de todas as telenovelas, estão sempre começando de novo e acabando do mesmo jeito. Tentei ver o primeiro capítulo e confesso que os comerciais estavam bem melhores. Era a tal estória do cara (chamado Miguel Arcanjo, nome mais criativo que de novela mexicana) que foi parar na Rússia por causa de um amor proibido e todo mundo dá o infeliz como morto. Só que a mocinha que era apaixonada há trinta anos não conseguiu esquecê-lo, mesmo casada com outro e tendo dois filhos. Agora ele quer voltar ao Brasil para redescobrir seu passado e achar a outra metade da medalha. Sim! Tem uma medalha daquelas que se partem ao meio para cada um dos pares do casal apaixonado.

Por que antes eu gostava de novelas? Onde estão produções tipo Que rei sou eu, Vamp, Brega & Chique, Guerra dos Sexos ou Sassaricando? Será que eu amadureci, gosto de outros tipos de coisas? Por que então vários amigos inteligentes, interessantes e pós-graduados gostam delas até hoje? Será que fiquei chato ainda por cima? Ou então as produções caíram de nível? Talvez um pouco de cada coisa.




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29.8.04

Ciclos distintos

Acho que hoje, para não dizer agora, encerro uma semana intensa de atividades, principalmente porque me encontrava à toa. Explicação: tomei uma dose intensa de esportes olímpicos pela TV e outra de teatro através da programação de palco e rua do FIT-BH. Resumindo, só fiz isso.
No entanto, as impressões que ficam sempre são em cima das referências. Um exemplo bem prático: o FIT-BH. Tudo a que a gente assiste, o bar do FIT e outras coisas mais nos levam a comparar com a última edição do festival, que foi há dois anos (mas todo mundo fala: "o do ano passado foi assim". Ano passado não aconteceu!).
Quanto às Olimpíadas, não é preciso nem dizer. Comentaristas de TV levam em consideração números, medalhas e recordes de todas as ocasiões. Novamente as referências sempre muito marcantes.
Falo dessas lembraças porque marcam exatamente o fechamento de certos ciclos. No caso dos jogos Olímpicos, eu fico lembrando: "o que eu fazia há quatro anos?" E, por que não: "como e onde estarei daqui a quatro anos?"
As mesmas perguntas em relação ao FIT, lembrando das pessoas, fatos, festas, trabalhos e tudo mais de dois anos atrás.

Definitivamente, o ciclo bienal e o de quatro anos se fecham mais uma vez. Bem-vindo à próxima fase.




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26.8.04

Resenha esportiva

Com os jogos olímpicos em Atenas, o que não falta é assunto para ponto de ônibus, sala de espera e comemoração de aniversário em mesão de bar.
O fato é que a pauta esportiva foi incorporada à rotina de forma tão visceral que acabou se tornando um elo entre pessoas pouco relacionadas, quiçá até um cumprimento.
Muito simples: sempre pela segunda de manhã o boy da empresa vem me dizer: "e o Cruzeiro, você viu?" Ou então, durante a semana: "você vai ao Mineirão hoje?"
Outros colegas vêm me falar da mesma forma sistemática: "você ficou sabendo da nova contratação?" Mais: "e o Brasil ontem, hein?"
Chego à noite e o porteiro do prédio, com o rádio ligado, dá as notícias quentíssimas, do tipo: "o Cruzeiro acabou de levar um gol agora."
Os que torcem pelo time rival são um capítulo de diversão à parte. Tenho um colega que só encontro no almoço, e quando o Atlético vence, já me cumprimenta com o maior sorriso do mundo. Sem contar o outro que chegou ao extremo de passar por mim, dar bom dia, seguir sua rotina e depois voltar só para zoar com a minha cara, pois havia se esquecido disso.

Fora os chatos, tipo um cara da minha cidade que, de vez em quando, sai com a camisa do Vasco e só fala de futebol. Mas para que eu vou ficar escrevendo sobre chatos?




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25.8.04

É o bicho...

Frase do meu amigo Zé Carlos:

"Cerveja é uma coisa boa, porque já é plural."




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24.8.04

Spams e autores

Sempre estão assinando aqueles e-mails repassados à exaustão:

Quando é uma crônica de diálogo engraçado: Veríssimo
Quando é um artigo indignado: Jabor
Quando é uma mensagem florida e musicada: desconheço o autor




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Os extras da vida

Na linguagem de cinema e de TV, costumamos chamar de extras aqueles que são contratados para fazer figuração em cena. Toda produção que se preze tem certa dotação orçamentária no quesito "extras".
Percebo que, no dia-a-dia ao longo da vida, encontramos com vários extras por aí. Desde os tempos de colégio temos os colegas que são apenas figurantes. Não são amigos nem inimigos, nada significativos. Estão ali apenas para preencher o resto dos bancos da sala de aula e a lista de chamada. O famoso não fede nem cheira.
No trabalho também estão. São pessoas que aceitam e desempenham esse papel com extrema competência: devem ocupar as mesas e micros dispostas no escritório, nada mais que isso. Também preenchem espaços vazios em coletivos, apartamentos restantes em condomínio e lugares em filas de caixa em supermercados. Além disso, apenas passam pela vida, nada mais.
No entanto, ao contrário do que dizem todas essas mensagens de pps difundidas pela internet, ninguém tem obrigação de ser astro principal na vida. O papel de nossos figurantes no cotidiano é fundamental. Imagine fazer um filme sobre futebol sem torcedores no estádio? Ou então uma cena num no restaurante fino sem os demais comensais de terno e gravata? Resta dar bom dia para eles, ou perguntar o que estão fazendo da vida quando os encontrarmos por aí...




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23.8.04

Os melhores shows (2/2)

(concluindo uma idéia)

Jorge Ben Jor: pelos idos de 2002 houve um show chamado Salve Simpatia, num lugar esquisitíssimo conhecido como Hórion. Na verdade, um espaço de baile funk, com ótima estrutura. Às vésperas de lançar seu acústico pela Mtv, Jorge compareceu aqui em BH com um show bem popular e anunciou que nem sabia cantar as músicas do acústico ainda, que era coisa só pra ganhar dinheiro. Incrivelmente, cantou mais de três horas, com direito a todos os clássicos sucessos desde os anos 70. Isso sem contar a galera que subiu ao palco e por lá ficou abraçada com ele.

Planet Hemp: um sábado de aleluia à toa, em Ouro Branco, 2003. No susto, falei: ´bora lá pro show? Chegamos num lugar extremamente vazio, só com moleque maluco batendo cabeça. Claro que não fiquei de fora. Um show alto nível para poucos. Impressionante a quantidade de tietes querendo pegar a toalha ou dar um beijo em qualquer um deles, valendo até o segurança (por que eu não toco nada?).



Praça da Matriz: dessas festas que acontecem para a galera, em praça pública. 2003: aniversário de três anos do bar Matriz. Houve desde apresentação de capoeira até show do Maurício Tizumba. Um sábado à tarde inesquecível na praça Raul Soares. O Tizumba fez questão de ressaltar que em BH sempre há shows em praças públicas, menos naquela, por quê? Tudo terminou com a galera seguindo um grupo desses que parecem fazer maracatu, que circulou a praça, fechou o trânsito e encerrando tudo num verdadeiro delírio coletivo em pleno terminal JK.

Los Hermanos: de novo em Ouro Branco, desta vez na Festa da Batata. Eu e Cyri (guerreiro) pegamos um ônibus de linha partindo de Conselheiro Lafaiete, sem ter como voltar. A banda era completamente desconhecida, ainda no primeiro disco. No meio do tumulto, antes da apresentação, uma garotinha me pediu autógrafo, achando que eu fosse o vocalista da banda (hoje em dia não tem nada a ver). Empolgante quando no meio do show eles começaram a cantar Máscara Negra, de Zé Ketti, genuína marchinha de carnaval. Sem contar a nossa epopéia pedindo carona no profeta de Congonhas para voltar.

Fernanda Abreu: um show que eu não esperava nada dele, em 2003 na Casa do Conde. Depois de tomar um blitz na operação pára pedro, chegamos na abertura do show com Marina Machado. Depois Fernandinha Abreu sacodiu a galera completamente. Em determinado momento ela parou o show e disse: "Eu sou carioca e vou cantar é funk." E logo depois começou: "oh! que isso, elas estão descontroladas."




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22.8.04

Hora da faxina

Está na hora de assumir o meu lado dono de casa. Há um bom tempo não moro no meu apartamento. Apenas passo por aqui para dormir. Acho que o abandonei tanto que ele começou a criar vida própria. Estou correndo sério risco de perder o controle da situação. Os fungos já se proliferaram nos pratos, copos e panelas cheios de água na pia. Um monstro mora dentro do meu armário e expulsou todas as roupas de lá.
Nunca gostei de contratar faxineira porque, mesmo com tudo bagunçado, consigo achar minhas coisas no meio do caos. Já quando tudo está arrumado, fico estressado em não encontrar nada.
No entanto, nesse exato momento de folga e fim de semana, urge a necessidade de se colocar as coisas em ordem. Abastecer a geladeira também seria bom, já que o pote de manteiga e a garrafa d'água andam se sentindo solitários por lá. Vai começar a histórica batalha do morador de férias contra o apartamento revoltado.

Meus aliados:

- vassoura
- pano de chão
- detergente e Veja
- vergonha na cara
- CD duplo dos Beastie Boys
- todo o domingo pela frente


Veremos quem irá sobreviver...




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12.8.04

BH, 6 horas da tarde

Estranha sensação de sair tarde do trabalho. Atravesso a rua, praça 7. Uma mocinha loira de touca me dá uma encarada enquanto apaga um cigarro. Dá um sorriso com os olhos. Desvio o olhar, num misto de medo e timidez. Olho para trás, mas ela não. Resolvo comprar um cigarro também. Pessoas andando, pessoas fumando, pessoas cansadas. Olho para sujeitos que vêm em minha direção. Evito encará-los, pois parecem que vão me assaltar. Hora do rush, do lusco-fusco, da ave-maria. Pessoas no ponto de ônibus. Ônibus cheios e ruas cheias. Paro esperando sinal. No meio da multidão encontro Patrícia. Patrícia sorri e dá um aceno, mas segue seu caminho sem conversar comigo. Sou curioso para saber o aconteceu com ela. Só sei que é mais velha, casada e fez algumas matérias comigo. Carrega sacolas. Tenho vontade de me oferecer para ajudá-la, mas algo me diz que ela quer ficar na dela. Sigo o meu caminho, mas o encontro é suficiente para eu sair sorrindo. É a segunda vez que isso acontece. Acho que ela não se lembra do meu nome. Na praça há uma mesa cheia de gente em volta. Vou conferir o que é. Coisa de político ou sopa para os pobres? São os caras da Igreja Universal. Falam para eu escrever o meu nome e o da família no livro de oração. Tudo que é de boa fé e de graça eu aceito. Pelo menos não vão me mandar spam, nem ligar para a minha casa. Acho que não vão entender o meu nome. Deram o jornal e o cupom para que eu escreva meus problemas e leve à Igreja. Acho que não tenho problemas. Não desse tipo.




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11.8.04

Posturas

Logradouros populares e tradicionais do centro de BH: Afonso Pena, Amazonas, Tupis, Rio de Janeiro, São Paulo. Imediações: Praça Sete, Shopping Cidade, Galeria do Ouvidor.
Não sei números sobre as milhares de pessoas, carros e tudo mais que circulam por ali. Trata-se da melhor localização para você vender seu peixe, pois ele vai ser visto.
Fato é que os muitos camelôs que lá estendiam suas barracas encardidas com seus produtos de procedência e qualidade duvidosas foram banidos das calçadas. Quem quiser continuar nesse ramo de trabalho terá que se alojar num dos novos shoppings populares. Aliás, um desses recentes espaços leva o nome de Shopping Tupinambás, coincidentemente uma das poucas ruas do centro ainda infestadas de barraqueiros.

A tal lei municipal que determinou a liberação do passeio público chama-se Código de Posturas. Nome de valor, que, se continuar a ser aplicado após as eleições, terá grande caráter educativo aos populares e impopulares. A reação dos camelôs foi de protestar e, num nível mais esquizofrênico, sair quebrando lojas e tudo mais que servisse de consolo para sua revolta. Bem, se estamos discutindo posturas, não seria perigoso deixar à solta pessoas que se portam como vândalos frente a uma situação adversa? Quanto mais deixá-los proprietários de um metro quadrado na calçada jogando o pedestre para o trânsito.

Posturas estão aí para serem apresentadas a todos. O informalismo poluente, perigoso e mafioso não vai resolver o desemprego. Alguém já pensou nisso?




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10.8.04

Os melhores shows (1/2)

Alguns foram mero acaso, descoberta de última hora. Outros, mais um programa para a noite. O fato é que certos shows marcaram, a ponto de poder utilizar a expressão "o show da minha vida" para todos eles.

Impressionantemente, não foram os mais cheios ou tumultuados. O grande lance de shows, concertos, ou qualquer outra saída na noite é dar sorte. Mais ou menos aquele lance de se encontrar na hora certa, no local exato, com a companhia perfeita, a saber:

Mestre Ambrósio: em Brasília, no pátio de uma concessionária de carros, lotado. A banda conseguiu juntar todo o público para fazer uma enorme roda de ciranda. Tinha ainda um segundo ambiente: duas barraquinhas de plástico transparente, bem baixinhas. Do lado de fora escrito "o que é isto"; do lado de dentro um DJ tocando techno e um monte de gente alucinada avessa ao que estava rolando lá fora.

Velha Guarda da Mangueira: rua Paraíba, na Savassi. Uma apresentação nada divulgada, talvez por isso sem os tumultos que sempre ocorrem nesses eventos gratuitos. Exatamente os mesmos velhinhos que as pessoas pagam quinze reais para assistir na quadra da escola, estavam aqui para quem quisesse ver: "quero de novo cantar..."

Berimbrown: um evento cheio de apresentações na Casa do Conde. Dois quilos de alimento para entrar. Fila gigantesca quase chegando à estação. Galera derrubou o muro e todo mundo entrou de alguma forma. Começou com uma banda muito ruim, de cujo nome não me lembro, acompanhada pelo Nando Reis, dos Titãs. Este foi um espetáculo à parte, de tão leso e descoordenado que estava. Quase caiu palco abaixo. Logo depois Berimbrown entra, a capoeira se forma. Acompanhando-os nada menos que Paula Lima (estava linda, de vestido vermelho) e Gerson King Combo, dois mestres da black music.

(para continuar...)




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8.8.04

Objetivo

Pintado na entrada de um boteco de Santa Tereza: "Proibido entrar bêbado, sair pode."




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2.8.04

Bandas de MTV



Muitos já ouviram e utilizaram a expressão "banda de uma música só". Típica de formações que existem por um tempo e depois desaparecem. São bandas que tiveram seus quinze dias ou minutos de fama e depois foram descartadas como qualquer produto da indústria cultural.
Entre esses famosos temporários há um subtipo de cantores e grupos musicais que tiveram seus dias de glória quase que exclusivamente graças à MTV. Gosto de chamá-las carinhosamente de bandinhas da MTV, e muitas delas estão aí mandando ver até hoje, num circuito bem alterantivo.
Sua existência foi fundamental no período entre 1992, ano que a MTV aportou em vários estados diferentes, e 1997, um ano depois de chegar a Belo Horizonte. Durante esse período, a maioria dos clipes eram
internacionais, e a emissora era musicalmente alternativa devido à falta de interesse do grande jabá das gravadoras e FMs em investir neste tipo de divulgação para seus artistas.


Quem não se lembra de Maria do Relento? Teve dois videoclipes: Conhece o Mário com os caras vestidos de homens das cavernas, e Ritmo de festa com o vocalista travestido de Sílvio Santos.
Os Ostras foi o tipo da banda surf music que tentou se lançar e não sobreviveu. A música de trabalho se chamava Uma, duas ou três (punheta), seguida pela Cai na água, José, em que o cara cantava num megafone.

E mais: Graforréia Xilarmônica, a banda gaúcha que atualmente está pesadamente na divulgação e presença regional, tinha um clipe (o nome da música me foge à lembrança) cheio de garotas lindas de biquíni caindo na piscina em fila feito um dominó.
Virgulóides e Rotinite chegaram também a ter uma modesta aparição nas FMs, com Bagulho no bumba e Reggae da Polícia, respectivamente.

Sem deixar de esquecer: Acabou la Tequila com Biscoito, Catapulta (Puêra), Os magnéticos (Istambul ou Paraguai) e Comunidade Nin-jitsu (Detetive). Lagoa (isso por acaso é nome de banda?) cantava um hit chamado Minha coleção de revista de mulher pelada, ou algo parecido.
Jambêndola eram músicos eruditos que tentaram fazer forró numa formação de banda de rock... não foi para a frente! Tinha até a Roberta Little cantando Bem vinda de saída, que era em português, mas vinha com legendas porque ninguém entendia.

Atualmente essas aventuras musicais precisam se espremer disputando a grade de programação com Sandy & Júnior ou Wanessa Camargo, mesmo assim sobrando para eles apenas o espaço de demo clip. Definitivamente a MTV não é mais a mesma.




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não linear