23.9.04

Festa punk... de doze reais!

Nunca paguei tão caro para entrar nA Obra. Mas como o próprio Claudão anunciou ao microfone, era a primeira vez que Os Replicantes iriam tocar por aqui "desde que BH foi fundada."
A abertura foi dos Vulgares, bandinha promissora que leva punk rock e dá um sacode legal. Interessante que o baterista é o vocalista, alterando a rotina de formações de banda.
De fato foi uma apresentação ímpar, incluindo Wander Wildner nos vocais. Os clássicos sucessos não foram esquecidos: motel da esquina, festa punk, hippie-punk-rajneesh e, é claro, surfista calhorda. Quando foi cantar esta, disse que era homenagem aos mineiros e ao primeiro campeonato mineiro de surf, famoso festival de surf music em Belo Horizonte. Nesse momento teve nego batendo cabeça e tudo mais que se possa imaginar. Gente sendo carregada para o palco e para fora do bar. O delírio coletivo do restrito público deu uma noção de que tinha muito mais gente por lá do que a realidade.

Quem quiser ainda tem uma chance. Hoje à noite estarão por lá novamente... a segunda vez desde que BH foi fundada!




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21.9.04

Crônicas de condomínio (IV)

O neurótico do elevador/ corredor: se por um lado ao morar em condomínio pode-se contar com a frágil discrição dos vizinhos que querem se trancar nos seus cubículos e não serem incomodados, por outro isso se torna extremamente paranóico e fugitivo.
Explicação: as paredes são quase que de isopor, ouve-se tudo que vem do corredor. Não muito raro eu percebo que esses neuróticos moradores de condomínios interrompem suas atividades ao sinal de qualquer outra pessoa no corredor. Não querem ser vistos e nem encontrar ninguém no elevador e dar "bom dia". O barulho de chaves rodando nos tambores é o alerta para que evitem qualquer encontro, tudo atentamente monitorado através do olho mágico.
Os piores tipos: aqueles (normalmente dos andares abaixo) que chamam o elevador e, quando percebem a presença de outra pessoa no mesmo, ficam parados igual estátuas estúpidas esperando que vá embora para ir no próximo. Isso é simplesmente inexplicável, além de atrasar a vida das pessoas que podem ter mais o que fazer além de fugir de vizinhos.




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19.9.04

As benditas do Carlão

A sessão de encerramento do festival Indie 2004 foi simultaneamente a pré-estréia de "Garotas do ABC" com a presença do diretor Carlos Reichenbach.
O que mais me deixou impressionado no filme foi a total ausência de história. Não há nada, apenas personagens fortíssimos. É muito legal ver como um diretor oriundo da turma do cinema marginal está aí até hoje fazendo um dos poucos filmes nacionais que estão no cinema fora do circuito Rede Globo.
Três personagens são especiais, merecem atenção:

Caolha ("caolha não, estrábica"): é a típica gordinha de periferia. Põe uma calça bem justa e cai no samba do Clube Democrático. Acha que está abafando e vive tarada atrás de pares para dançar. Quase no fim de filme é que descobrimos que ela se chama Marcinha.

Salesiano: é aquele boy que leu muitos filósofos no colégio, fez faculdade e ficou louco, se achando bem superior aos demais mortais. Sua arrogância e idéias patéticas se assemelham com muitas pessoas que encontramos por aí.

Sofia: a velha bêbada que fica no bar serrando bebida de todo mundo. Fiel transposição para o cinema da Rê Brodosa, personagem de quadrinhos do Angeli. A cada frase que pronuncia, sem pre vem acompanhando um "me paga um Genebra."




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4.9.04

Feliz reencontro



Não sou muito de me apegar a coisas materiais, até mesmo por desleixo. Apesar de tudo, não pude esconder o minha satisfação quando revi meu carro depois de três semanas no conserto. É até engraçado dizer, mas bateu uma saudade mesmo. E estava lá: todo lindinho, novinho! A sensação de reencontro foi mais forte que a de vê-lo a primeira vez.
Agora que estamos juntos novamente, vou sair por aí... viajar um pouco.

Dia desses eu volto...




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1.9.04

Enquanto isso...

Já faz um bom tempo que eu não tenho esta sensação.
Ando pela rua e toda a cidade dorme. Passam por mim uma moto ou outra, um transeunte qualquer.
Sempre certo é que a maioria dorme. Quando ouço algum som, vem de uma televisão dentro de alguma casa, mas quem está lá dorme. Dormir é o que todos fazem agora. Talvez alguma coruja, algum trabalhador noturno. Algum perdido por aí...
Mas é hora de dormir.




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Eleições 2004... a nível de município!

Eu, Fulano de Coisa, enquanto candidato a prefeito dessa honrosa cidade vou estar fazendo o possível para melhorar a condições de vida para a população. Nós vamos estar fazendo melhorias na saúde e na educação. Nós, enquanto oposição, vamos estar implantando um transporte coletivo de qualidade. Também, enquanto administrador público, vou estar tampando os buracos das ruas. Vou estar fazendo um serviço de habitação e saneamento básico para todos. A nível de estado o governador Aecin vai estar apoiando a minha candidatura. Depois de eleito, vou estar varrendo toda a corrupção que atualmente existe a nível de prefeitura. Mais importante, enquanto homem correto que sou, vou estar pagando em dia o salário de todos os professores e demais funcionários públicos. A nível de Brasil, também vou estar tendo o apoio do presidente Lula, uma vez que nossos partidos estão coligados. Não vou estar fazendo promessas com medo de não cumpri-las, mas a nível de segurança todas as pessoas vão estar andando tranqüilamente pelas ruas e os jovens vão estar tendo mais lazer e cultura.




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não linear