27.4.05

Achado/lembrado

Escrito na última página de um caderno de colégio:

− É comum trocar por um sonho tudo aquilo que já se conseguiu.
− Então por que devo escutar meu coração?
− Porque você jamais conseguirá mantê-lo calado.





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25.4.05

Outras possibilidades



Muito bom: acabei de ganhar uma web cam.




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22.4.05

Depressivos, chegou a sua vez!

Depois de tanto tempo ocupado com tudo, ocupado com nada, tirei o feriado de ontem para ir ao cinema, coisa que não tenho feito com tanta freqüência.
O filme: Closer - Perto Demais.
Acima de tudo está a excelente trilha sonora, com direito a Bebel Gilberto e Adriana Calcanhoto.

A unanimidade do filme termina por aí. Depois disso pode ser dividido em dois tipos de espectadores: os deprês e os normais.
Para quem é deprimido e angustiado em relação à vida, os personagens vão sugerir uma identificação muito forte. Esse tipo de pessoa vai adorar o filme, ter a certeza de que estão na vida para sofrer e falar mais uma vez que realmente as pessoas não prestam.

Já as pessoas com uma visão otimista da vida vão se deliciar com os encontros, coincidências e trapalhadas dos personagens. Ficarão horrorizadas com a burrice deles e usarão isso de exemplo para não repetirem em casa.

Resumindo: agrada a todos os gostos. Diante dessa conclusão, não consegui deixar de perceber certos detalhes na personalidade dos protagonistas que valem ser observados:

O Médico - além de ser pragmático e objetivo, é um cara muito esperto que sabe o quer.

A Fotógrafa - palavras ditas num dos diálogos: não sabe o que quer, é uma deprimida que não se permite ser feliz e só faz mal para todos à sua volta (ai, que preguiça!).

A Stripper - aparentemente uma menina boba e apaixonada, revela-se uma mulher com certos mistérios ao final do filme.

O Escritor - sujeito mais vacilão de todos. Típico galinha que quer comer todas e perceptivelmente não dá conta de nada.




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21.4.05

Cafe rulez

Hoje é dia do café!



Meu amor, meu amor,
me dá um cafezinho
com aroma e com carinho.
Meu amor, meu amor,
me dá um cafezinho,
com açúcar e com beijinho.


(Jorge Ben)




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20.4.05

Fuga

Dois momentos semelhantes em ocasiões distintas.
Primeiro: colegas de trabalho discutem sobre aparelho de telefone celular; o último modelo que acabaram de adquirir, suas qualidades e o próximo modelo pretendido.
Segundo: no meio de uma aula sobre Geologia começo a ouvir o mesmo papo paralelamente, e escuto palavras banais como polifônico ou bonitinho, além de uma série de siglas.

Confesso que todo esse festival fútil e consumista me deixou um tanto quanto deslocado no primeiro momento e irritado mesmo no segundo. Longe de ser um daqueles chatos ou cabeções que gostam de falar sobre assuntos sérios, o fato é que simplesmente não dou conta de ficar discutindo a última musiquinha da moda para se usar como toque do telefone.

Por outro lado, se eu quero sair desses papos vazios, não dou muita conta dos intelectuais que costumam conversar variedades mais profundas. Costumam ser chatos, pedantes e pouco divertidos. O segredo de tudo é um equilíbrio muito tênue. Tênue o suficiente para saber que a minha vida é bem mais interessante que saber a cor do visor do celular do outro e bem mais emocionante que ficar num boteco discutindo Nietzsche ou política.




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12.4.05

Algumas manias inofensivas

● tomar café na varanda

● andar pela casa enquanto escovo os dentes

● deixar todas minhas coisas secarem naturalmente: louça, roupa, carro

● andar descalço em casa quando tudo está limpinho




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não linear