Gui, o fotógrafo
Foi diferente daqueles encontros furtivos no centro da cidade que costumo ter com meu amigo Guilherme Mascarenhas, primo do Jegão. Primeiro porque os anteriores eram nas imediações da praça Sete, entre a agência em que eu trabalhava (quando não era na própria) e o Centro Fotográfico, do qual ele é freguês fiel. Desta vez era na Augusto de Lima, nas imediações do Mercado Central.
O tempo era corrido como das outras vezes, mas tratei de freiá-lo. Fiz questão de parar e perguntar como vão as coisas. Não perguntas à toa, de praxe, como fazem aqueles que não se vêem sempre e nem possuem tanta intimidade. Talvez as frases fossem até as mesmas, mas não a minha intenção. Queria saber mesmo como ele estava, o que estava fazendo, se continuava trabalhando para a Assembléia, essas coisas.
Foram poucos minutos, mas bastantes para eu saber que ele estava namorando, mas não pensava em se casar tão cedo. Que o mercado de fotografia estava péssimo e que, ultimamente, ele andava correndo atrás de tudo, até fazendo uns
free-las aos fins de semana no interior. Também deu notícias do Jegão e falou que não encontrava com nossos conhecidos comuns há tempo.
Parar para ouvi-lo foi bom. Por menor que tenha sido o momento, serviu para pôr em dia todas aqueles encontros brevíssimos de ocasiões anteriores. Curiosamente, depois do diálogo na hora do lusco-fusco, consegui diminuir o meu ritmo e a correria, e até andar mais traqnüilo pelo meu percurso.
posted by deorótico at 12:04 AM